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Boa tarde - sexta, 18 de outubro de 2019
 
 
Bebê levado de maternidade por técnica em enfermagem é devolvido à família, em Goiânia.
G1 - 18/09/2019
 Perto de completar quatro meses de vida, o bebê que foi levado por uma técnica em informática da Maternidade Nascer Cidadão, em Goiânia , foi entregue aos pais na manhã desta quarta-feira (18). A criança tinha sido deixada para adoção pela mãe no hospital e, segundo a polícia, a funcionária pegou o recém-nascido para dar a uma prima, que tinha sofrido um aborto.

 

O pai do bebê, o encanador Thayson Rodrigo Rodrigues, de 28 anos, ficou emocionado ao receber o filho, que ganhou o nome de Thalles Leon, para levar para casa. “O coração volta a bater mais forte. Estava angustiado, com medo de não dar certo”, afirmou.

Thayson ficou sabendo pelos jornais que o filho tinha sido levado pela técnica em enfermagem. Ele descreveu o ato praticado pela funcionária como “desumano”.

“Não deu para acreditar. Colocar um bebê prematuro dentro do baú de uma moto. Uma pessoa dessa não pode nem ser chamada de gente”, disse.

O bebê nasceu no dia 25 de maio e a mãe, Maria Antônia Lopes da Cruz, de 40 anos,o deixou na maternidade para adoção . Segundo a advogada da família, o ato foi de “desespero” devido às dificuldades financeiras.

“Ela ficou com medo de não conseguir criar a criança pela fase que eles estavam passando, o marido desempregado, eles sobreviviam com R$ 220”, explicou a advogada Rayanne Teles.

Agora, com o pai do bebê empregado, a família já organizou tudo para a chegada do menino. “O bercinho, as coisas dele, estão todas organizadas. Agora começa uma nova vida para a gente”, disse a mãe.

 

Segundo a advogada, assim que os pais ficaram sabendo que o bebê tinha sido levado sem o consentimento deles, nem do hospital, a família a procurou querendo ter o filho de volta.

“Eles passaram por um estudo interdisciplinar para verificar se tinham condições de ter a criança de volta, o que demonstrou que sim. O Ministério Público também se manifestou favorável e, na segunda-feira (16), a juíza determinou o desacolhimento da criança e sua reintegração ao lar”, explicou.

As investigações apontaram que a técnica em enfermagem Elenita Aparecida Lucas Correa pediu para colocar o neném para arrotar e o levou. O bebê foi colocado dentro do baú de uma moto e transportado por 30 km até a casa da tia e, de lá, para a casa da prima, que havia perdido o bebê no sexto mês de gestação.

Os quatro chegaram a ser presos. Todos respondem em liberdade por subtração de incapaz.




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